Por que é importante para a mulher trabalhar com os arquétipos das deusas?

Primeiramente, antes de sabermos a importância dos arquétipos das deusas na vida da mulher, é necessário entendermos como surgiu essa teoria. A teoria dos arquétipos foi criada por Carl Gustav Jung.

Ele acreditava que todos os seres humanos trazem consigo, desde o seu nascimento, padrões de comportamentos instintivos, que norteiam suas escolhas, decisões, atitudes e relacionamentos; logo, todos nós nascemos com arquétipos do herói, da criança, do trickster, do velho sábio, da grande mãe, por exemplo.

Em meados dos anos 80, a psicóloga junguiana Jean Shinoda Bolen, escreveu um livro chamado “As deusas e a mulher”, onde ela relata que todas as mulheres possuem os arquétipos das deusas gregas na sua psique. Mais tarde, o casal de psicólogos Jennifer e Roger Woolger, baseados nas suas experiências em psicoterapia, onde eles perceberam que os comportamentos, interesses, energia, gostos expressos pelas suas pacientes assemelhavam-se aos das deusas gregas, criaram um teste para as mulheres identificarem qual (is) arquétipo (s) é o predominante (s) e qual (is) deve ser desenvolvido (s). O objetivo principal, tanto para Jean Bolen como para Jennifer e Roger Woolger, seria trazer as deusas menos desenvolvidas à consciência para que elas sejam integradas e atuem conjuntamente, de forma equilibrada, com as Deusas conscientes;

As Deusas menos desenvolvidas estão escondidas no inconsciente, com isso, suas habilidades não são aproveitadas, sua energia fica retida e suas chagas se intensificam, pois não foram ressignificadas. Trazer as Deusas inconscientes à consciência é um trabalho que requer tempo, entrega, receptividade e comprometimento da mulher, pois as Deusas inconscientes muitas vezes estão por detrás de deficiências, conflitos internos, comportamentos sabotadores, vícios, ciclos que não conseguimos fechar, relações mal resolvidas, sentimentos ou pessoas que não conseguimos nos desapegar. Ao se conscientizar dessas Deusas, a mulher consegue identificar esses conteúdos sombrios e, quando isso ocorre, a mudança torna-se possível; ela torna-se capaz de ressignificar esses conteúdos e transformá-los em algo positivo, que apoie a sua evolução.

A consciência das Deusas é um trabalho de auto descoberta, autoconhecimento e amadurecimento, que oferece a possibilidade da mulher se reconectar consigo mesma, com a sua natureza mais profunda e escutar a sua voz interna que por muito tempo foi ignorada: a intuição; ela retoma a sua caminhada rumo à sua espiritualidade; a mulher descobre habilidades antes ocultas, consegue resgatar a auto-confiança na sua capacidade, aprende a não se cobrar tanto e a ser mais bondosa consigo mesma; ela aprofunda o seu relacionamento consigo mesma e expande a sua autoestima; a mulher resgata o seu centramento, recupera o seu foco e consegue tomar decisões com mais facilidade; ela sai do mental e começa a se planejar e definir metas  para alcançar os seus objetivos; a mulher desvela a sua feminilidade e descobre que o feminino é multifacetado, tem muitos outros lados além do conceito de feminino bonitinho, delicado, frágil, incompleto que aprendemos na sociedade; ela descobre que o feminino também é selvagem, sombrio, forte, gerador, rico, complexo, profundo, criador; e, ao se conscientizar e vivenciar a sua natureza feminina essencial através dos arquétipos das Deusas, ela se apropria dessa natureza e isso transparece nos seus comportamentos, na sua postura, na sua energia e ela se torna uma mulher mais forte, empoderada, segura, uma em si mesma, senhora das suas escolhas e rainha de si.

Por fim, trago uma frase de Jean Shinoda Bolen, do livro “As Deusas e a Mulher” que resume perfeitamente a importância e preciosidade desse trabalho: “A reflexão e assimilação do conhecimento das deusas e a mulher propiciam para a mulher um guia para a sua alma, em busca da sua integridade”. Então, se você sente esse chamado de ingressar nessa jornada de descoberta, transformação e apropriação de si mesma, te convoco para entrar na Roda das Deusas conosco para conhecer e vivenciar esses arquétipos.

Se você gostou deste tema comente e participe da nossa Roda.

  • Viviani Burke é autora deste texto sobre os arquétipos Femininos  e minha convidada para falar sobre as Deusas Gregas nesta Roda das Deusas.

Espero que este conteúdo possa ser um  caminho para o seu  autoconhecimento, despertar feminino e relacionamento de amor e confiança em si mesma.

Os caminhos são muitos. Siga seu coração. Ele sempre sabe onde você precisa chegar!

Com amor,

Juliana Carneiro.

*Juliana Carneiro é jornalista e coach em Psicologia Positiva. Autora do blog Caminhos Femininos e da pagina no Face Mulheres que Correm com Lobos.

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