Perséfone – A Deusa das sombras, do que esta oculto, mas deseja ser revelado.

Hoje é dia de desvendarmos os mistérios escondidos, visitarmos as profundezas, o submundo. Geralmente as palavras “sombras”, “profundezas”, “oculto”, geram certa estranheza nas pessoas, porque ativam o nosso medo do desconhecido, do que está na sombra, o que é algo que ameaça a nossa segurança e estabilidade. Ao mesmo tempo, também desponta a curiosidade de descobrir algo novo, de desbravar as profundezas. Isso é controverso? Sem sombra de dúvidas; mas somos seres paradoxais, não é mesmo? Tão paradoxais que, quando falo de sombra também falo de luz, pois não conseguimos acessar a luz em sua totalidade se antes não passarmos pelas sombras que habitam o nosso ser. A luz só existe porque a sombra também existe; ambas são opostas e complementares. E não existe uma Deusa que entenda tão bem desses mistérios como Perséfone.

Perséfone é a Senhora do Hades, que não é o inferno, como muitos acreditam, mas sim o lugar para onde as almas vão assim que o seu corpo físico morre. As almas que conseguem se desapegar do seu corpo e de todos os prazeres materiais, conseguem seguir o seu rumo e desfrutar do descanso eterno no Hades. Na mulher, Perséfone rege a intuição, a vida inconsciente e a espiritualidade, aspectos preciosos na vida de toda mulher.

Perséfone é uma Deusa que tem duas facetas: de um lado é frágil, inocente, jovial e imaginativa Coré; por outro lado, é a Senhora do submundo Hades, a madura, soberana e sábia Perséfone. Ela vive transitando entre as polaridades, até porque, devido ao seu casamento “forçado” com Hades, ela circula entre o Hades e a Terra.

Além do Deus Hermes, ela é a única Deusa que tem carta branca para transitar livremente pelos dois mundos. Assim como a Deusa, a mulher regida por Perséfone também tem essa facilidade; pode ter a energia de uma jovem e a sabedoria de uma mulher madura; ela geralmente é introvertida, tem uma imaginação fértil e uma conexão forte com o mundo espiritual, por isso, muitas mulheres com Perséfone presente são estudiosas da paranormalidade, ocultismo, esoterismo ou aderem a uma religião.

Não é muito difícil encontrar uma mulher Perséfone que tenha uma mediunidade desenvolvida, que vivenciou experiência extracorpórea ou teve sonhos premonitórios. A mulher Perséfone transcende esse mundo.

Eu vim de uma família onde as figuras femininas tem uma ligação muito forte com a espiritualidade; minha avó materna era extremamente sensitiva, tinha um conhecimento de ervas, foi umbandista por um bom tempo; já minha mãe vive tendo sonhos premonitórios, vê vultos, ouve vozes e tem uma intuição afiadíssima, então Perséfone sempre esteve presente na minha vida, mas ela surgiu com força total na adolescência, época em que despertei um interesse pelo esoterismo; lia livros sobre anjos, signos, comprava cristais, me converti a uma religião porque buscava explicações para milhares de dúvidas que rodeavam a minha mente, aprendi a ler tarô, estudei numerologia e por aí vai. Por um tempo, me fechei para a espiritualidade e isso me gerou consequências dolorosas: sentia uma tristeza inexplicável, uma sensação de vazio, tentava explicar a minha dor e sentia que não era compreendida, me perdi de mim mesma. Passou um bom tempo e, de dois anos pra cá, resolvi desbloquear essa área da minha vida e retomei o meu caminho espiritual e digo que, essa é uma das lições preciosas que Perséfone tem a nos ensinar. Quando me refiro à espiritualidade, não digo para se vincular a uma religião; espiritualidade e religião são dois conceitos diferentes; a espiritualidade é um caminho livre e, acima de tudo, individual. Perséfone nos ensina a escutar a nossa voz sagrada, que é a intuição. Quantas vezes você sentiu que não deveria fazer algo, acabou fazendo e deu ruim? A mulher tem uma intuição extremamente aguçada, no entanto, às vezes o nosso querer fala mais alto e passamos por cima da intuição, causando danos que podem ser irreversíveis.

Perséfone mostra que precisamos desenvolver a nossa espiritualidade para sermos mulheres mais centradas, estáveis, conectadas com a nossa natureza e com o poder espiritual supremo.

Perséfone também é a deusa da transformação, da vida-morte-vida e se mostra presente em nossas vidas nos momentos que precisamos encerrar ciclos, desapegar de situações, pessoas, sentimentos, crenças que não nos faz bem. Falarei especialmente dessa lição no encontro Ao Vivo dessa semana. Fique atenta!

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Espero você na para um bate papo sobre essa Deusa tão complexa e importante para a vida espiritual e profunda das mulheres.

Pode deixar seu comentario aqui em baixo e se quiser nos envie sua pergunta para juliana@caminhosfemininos.com.br.

  • Viviani Burke é autora deste texto sobre Perséfone  e minha convidada para falar sobre as Deusas Gregas nesta Roda das Deusas.

Espero que este conteúdo possa ser um  caminho para o seu  autoconhecimento, despertar feminino e relacionamento de amor e confiança em si mesma.

Os caminhos são muitos. Siga seu coração. Ele sempre sabe onde você precisa chegar!

Com amor,

Juliana Carneiro.

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