Materna ou Mãe Terra?

.berglindTenho pensado muito sobre a relação materna com a mãe terra. Que paralelos podem ser traçados?

O que esta relação pode nos trazer de inspiração e sabedoria para o exercício da maternidade?

O que podemos aprender observando a Mãe natureza?

Nesse exercício de observar a natureza cheguei a algumas conclusões que tem me ajudado na minha jornada materna. Compartilho agora com você.

 

Conclusão 1: Na natureza como na maternidade a vida não espera para acontecer.

O mar não espera uma onda voltar para enviar uma nova. O novo e o velho coexistem juntos e misturados.

O bebê não espera a mãe se recuperar do parto para existir. Ele precisa ser nutrido, olhado, tocado e trocado independente de como a mãe se sente.

O vento não para de soprar por que um galho partiu, ou uma árvore caiu.

Minha filha de sete meses não espera eu terminar de escrever este texto para me chamar. Ela exige atenção agora.

O sol nasce apesar da chuva.

A mãe precisa se reinventar apesar da dor. O bebê não pode esperar você se organizar, ou se sentir melhor.

 

Conclusão 2: A vida não espera a gente estar pronta ela tem seu próprio fluxo.

Assim é com o bebê. Ele precisa ser alimentado apesar do nosso leite estar empedrado e ironicamente o remédio natural para desempedrar o leite é amamentar, apesar da dor.

No mar quando ficamos presos numa vala muitas vezes tentamos nadar desesperadamente para sair daquele sufoco, quando a única saída e não resistir e boiar.

Boiar na vida seria como confiar, acreditar na capacidade natural que temos de nos reinventar. Aceitar os desafios sem se desesperar, encarando-os como oportunidades de transformação e superação.

 

Conclusão 3: Ser Mãe é aceitar que não controlamos nada e confiar na força da criação, pois nossos bebês vão continuar crescendo apesar da gente e de como nos sentimos.

Temos que aprender a dançar com os ciclos da vida, da morte e da vida de novo. Cada fase do desenvolvimento dos nossos filhos traz um fim e um começo em si, assim como as ondas do mar.

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