Deméter e o poder da Doação.

Depois de uma de um encontro acalorado sobre Hera, hoje eu trago uma proposta diferente para vocês; já passamos pela floresta, cidade, Hades, Olimpo e hoje as convido a retornarem a Terra, ficarem descalças e colocarem seus pés no chão, na areia, na terra e sentirem a energia que esse pequeno ato nos traz.

Entrar em contato com a terra sempre ativa o nosso potencial interno criativo e gerador, e vocês sabem por quê? Porque entramos em contato com a energia feminina na sua forma mais pura, que é o amor. E temos na mitologia grega duas Deusas que representam o amor: Afrodite e Deméter. Afrodite é a representante do amor romântico; já Deméter representa o amor materno, da criação de um novo ser. Deméter é puro amor, da cabeça aos pés.

Deméter é a Deusa da maternidade e de tudo que se refere às funções reprodutoras, como os ciclos da menstruação e da gravidez; é também conhecida como a senhora das plantas e da colheita, a deusa guardiã dos mistérios de Elêusis. Deméter dedica-se a alimentar e cuidar da nutrição, crescimento e proteção dos bebês, crianças e criaturas em desenvolvimento.

A mulher tipo Deméter é facilmente reconhecida; ela é a famosa mãezona; gosta de estar grávida, de amamentar e de cuidar de crianças; é a que protege, acolhe e alimenta; a que cuida de tudo o que é pequeno, carente e sem defesa. Ela é a mãe que adora manter seus filhos protegidos debaixo das suas asas. A mulher Deméter sente-se plena e realizada quando torna-se mãe e, enquanto não realiza esse sonho, ela cuida dos seus sobrinhos, afilhados, filhos de amiga, e pode até mesmo canalizar esse instinto materno para os amigos, parentes ou entes queridos.

A mulher que tem uma Deméter presente em sua personalidade é extrovertida, amorosa, bondosa, afetuosa, dedicada, atenciosa, compreensiva, paciente, amiga, dificilmente se desentende com alguém, é simples, não tem gosto refinado, muito menos vaidade; ela é uma mulher que gosta de se sentir confortável, de usar roupas que ofereçam conforto e que a deixa livre para se movimentar, cuidar e brincar com os seus filhos; engana-se quem acha que esse instinto gerador de Deméter está ligado apenas à maternidade; Deméter é geradora não apenas da vida, mas também de sentimentos, emoções, experiências, planos e projetos.

E o que eu aprendi com essa deusa? Deméter tem me ensinado algo que infelizmente, está cada vez mais escasso na sociedade individualista e egocêntrica que vivemos: a amar, independente do que nos aconteça. Fácil falar, eu sei, mas permita-lhe oferecer outro ponto de vista. Vocês sabiam que todas nós somos feitas de amor? O amor é a energia mais poderosa que existe e está disponível dentro de nós, para acessarmos a hora que quisermos; no entanto, conforme a vida vai acontecendo, muitas vezes ela nos leva pra caminhos tortuosos; vivenciamos experiências que desencadeiam sentimentos de tristeza, raiva, ira, ódio e, com isso, fica difícil até de acreditar que temos todo esse amor dentro da gente. Mas temos sim, é só tirar esse véu de medo que cobre os olhos; o medo nos paralisa, nos incapacita de continuarmos a caminhada, nos amarra a um ressentimento, a sentimentos de vingança e o que pode te libertar disso para que você possa continuar a caminhar? O amor. Para que nutrir sentimentos negativos se você pode viver o amor e refletir esse sentimento nas suas relações? Tudo é questão de você ter vontade de acessar essa energia de amor que reside em você e aceitar verdadeiramente tudo o que lhe aconteceu, que essas amarras do medo e ressentimento se dissolverão e você sairá dessa paralisia que se encontra.

Deméter também me ensinou a importância de respeitar a ciclicidade da vida. Assim como a planta, que um dia foi grão, e precisou de tempo para crescer, se desenvolver e atingir a maturação, nós também passamos por esses ciclos em nossas vidas, e às vezes não enxergamos, temos pressa, queremos que tudo aconteça logo, no nosso tempo, e, por causa da pressa, não vemos que tudo o que acontece na vida faz parte de um processo, tem a sua ciclicidade e precisamos ser pacientes e esperarmos a hora certa chegar para que possamos fazer a nossa colheita. Então, se você já plantou, espere, seja paciente, continue cuidando, nutrindo com amor que a hora da sua colheita chegará. Como dizia minha mãe: “O apressado come cru”.

Venha se conectar com o amor e as emoções positivas.

Assista nosso encontro ao vivo.

Nessa quarta-feira, 24 de maios as 20:30.

Para participar clique aqui e inscreva-se:

 http://bit.ly/2mw3vT2

  • Viviani Burke é autora deste texto sobre a Deusa Demeter e minha convidada para falar sobre as Deusas Gregas nesta Roda das Deusas.

Espero que este conteúdo possa ser um  caminho para o seu  autoconhecimento, despertar feminino e relacionamento de amor e confiança em si mesma.

Os caminhos são muitos. Siga seu coração. Ele sempre sabe onde você precisa chegar!

Com amor,

Juliana Carneiro.

*Juliana Carneiro é jornalista e coach em Psicologia Positiva. Autora do blog Caminhos Femininos e da pagina no Face Mulheres que Correm com Lobos.

 

 

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